26.5.19

Vermelho, Cor da Vida!!

Olá Pessoal...
Tudo bem com vocês? Comigo apesar das perdas que tive, estou me erguendo e seguindo em frente. Faz um tempo que não apareço por aqui, mas voltei, e vai ter uma surra de novidades pra vocês, eu voltei a dar palestra, comecei a ter apresentação de dança, alguns projetos sobre acessibilidade de onde trabalho e do meu Estado, isso contarei melhor para vocês nos próximos textos. Hoje eu vim conversar com vocês sobre a cor vermelha, a importância dela na minha vida, e tudo mais.
O vermelho nunca foi minha cor favorita, eu nem gostava de usar, por ter sido evangélica por muitos anos, sempre usei cores neutras, que não chamavam muita atenção, nada de ousado, sempre as mesmas cores, tudo igual. Sempre fui a menina, comportada, delicada, obediente, que seguia corretamente todas as regras, os padrões, sempre aquela que tentava a todo custo agradar em tudo e a todos. Há 3 anos atrás eu entrei em depressão, estava sem vontade de me arrumar, sem vontade de fazer nada, nem ouvir ninguém. Graças a Deus, tenho uma família que não desiste de mim, tenho amigos que puxava assunto mesmo sem eu querer falar, e faço tratamento em uma instituição que é minha segunda família APAE Maceió (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). 
Mesmo sem vontade alguma, eu ia para APAE toda semana, e comecei a fazer terapia com a psicóloga Vanessa, ela também não desistiu de mim, pensou em uma técnica, pra que eu volta-se a ter vontade de me olhar ao menos no espelho, me passando uma tarefa de casa, pegar um batom vermelho, usá-lo na frente do espelho, depois escrever o que sentia ao me olhar no espelho, o que realmente enxergava, e assim eu fiz. Depois Ela passou que era pra mim usar o batom vermelho ao sair de casa, observar se eu atraia olhares e como eu me sentia com isso, e mais uma vez eu fiz. Logo em seguida, falou que eu precisava fazer uma mudança no meu visual, e eu fui além de só cortar o cabelo, resolvi arriscar e pintei o cabelo de vermelho pela primeira vez. 
Depois que me olhei no espelho, comecei a ver o quanto eu estava apagada, morta por fora e principalmente por dentro, e a mudança começou acontecer, não só externamente, comecei a olhar mais pra mim, fazer uma autoanalise, comecei a perceber que eu não fazia as coisas por que eu gostava, mas sim para agradar os outros, que eu não era aquela pessoa, eu vivia de aparência. Decidir dar um basta, sai da Igreja, me afastei de muitas pessoas, comecei a dizer não, comecei a ser eu mesma,  deixa eu explicar uma coisa antes( não era porque  eu fazia parte de Igreja,  que eu não era eu mesma, era por querer ser alguém que todos gostassem, por querer agradar a todos, por querer seguir todos os padrões, e esqueci de agradar a mim mesma.) comecei a  me sentir como Dona da Minha Vida. Eu comecei a melhorar da depressão graças a Deus, graças a minha família, amigos e principalmente a minha psicologa Vanessa.
Comecei a ver que minha vida era muito sem graça, sem cor, sem vida, e o vermelho chegou pra mudar isso, hoje uso vermelho no cabelo, uso vermelho nos lábios, vermelho nas unhas e nas roupas (kkkkkkkkkkk) eu sei é muito vermelho junto, mas eu sou assim 8 ou 80, sou intensa demais, sou de extremos. Por isso, quando hoje em dia muitas pessoas falam: Tu gosta de um vermelho né? É a tua cor favorita? Está com segundas intenções usando unhas dessa cor, e estou respondendo todos vocês agora, não é minha cor favorita, mas é uma das mais significativas para mim, pois é a cor que me trouxe vida novamente, me mostrou que não preciso mais ter uma vida sem graça, sem cor., pois estou VIVA.
Não sei o que vocês estão passando, muitos podem hoje não ter vontade de viver, nem se olhando no espelho, achando sua vida sem graça, sem cor. Primeiro procure ajuda, procure tratamento, depressão é doença, não é falta de fé, nem frescura, É DOENÇA, então procure um profissional. Desejo que você assim como eu encontre a cor que falta na sua vida e VIVA!!

Beijos Pessoal, até breve prometo.

Paula Ravenala

13.1.19

Perdas!!

Oi Pessoal...
Tudo bem com vocês? Comigo estou vivendo um dia de cada vez, pois o tempo não espera não é mesmo? Então seguimos em frente um dia após o outro. Estou tentando aparecer um pouco mais por aqui, (aproveitando minhas férias né), para escrever, pois quando escrevo compartilho um pouco com vocês o que sinto e vivo. Hoje vim falar sobre um tema que não é fácil de escrever, mas eu precisava externalizar o que penso e sinto sobre esse tema: perdas. 
Quando eramos crianças, não gostávamos de perder em algum jogo, mesmo o mais bobo deles, eu não gostava de perder meus lápis de cores, meus adesivos (aqueles que vinham nos cadernos novos), nunca gostei de perder nada, imagina as pessoas que amo... Cresci, mas continuo não gostando de perdas.
Estava eu crescendo aprendendo a lidar com as coisas ruins que iam acontecendo, aí de repente vem a primeira perda, meu Avô Francisco Antônio (Pai da minha mãe), ele estava bonzinho sentiu uma dor, foi para a emergência e não voltou mais. O tempo foi passando, eu aprendendo a lidar com a dor da perda, ai minha Vó Dionísia ( Mãe da minha Mãe), que já vinha acamada por causa de duas fraturas do fêmur, derrame e etc, adquiriu uma pneumonia foi pra emergência e não voltou mais.
Foi ficando as lembranças, e aprendendo a seguir em frente com a dor e ausência, quando tive mais uma perda meu Avô Abdias (Pai do meu Pai), ele tinha Alzheimer, teve um infarto e morreu, como foi em Brasília não tive como ir para o velório, muito menos o enterro, mesmo longe me despedir dele, mais uma vez tive que continuar seguindo com dor aumentando, ausência sendo substituída pelas lembranças.
O tempo sempre me acompanhando e me ajudando a seguir em frente, ajudando a aprender a diminuir a dor, substituir ausência por boas lembranças, seguindo um dia de cada vez, vivendo um dia após o outro. Até quando veio outra perda, a minha Vó Mariana (Mãe do meu Pai), que já estava bem debilitada, morreu em Brasília também, como sempre não pude ir me despedir.
Depois de 1 ano, eu perco minha Prima/Irmã Luana, passamos nossa infância juntas, adolescência, morreu em um hospital em Natal - RN, por ser longe, não pode ir me despedir dela também, mas a distância não me impediu de sentir sua partida, e mais uma vez começou o ciclo de substituir ausência pelas boas lembranças.
Depois de um certo tempo foi minha Tia Albeniz (Irmã do meu Pai) tinha Síndrome Down, teve um infarto, morreu em Brasília, uma Tia que na minha infância não media esforços para me ver bem e feliz, uma  Tia que me ensinou o que é Amor Puro e Sincero. Mas uma pessoa que tive que me despedir de longe e continuar substituindo ausência em Amor.
Em 2018 tive uma das maiores perdas da minha vida, meu Amado Pai, se foi de infarto de repente, como sempre em Brasília, não fui no seu velório, não fui no seu enterro, tive que dá meu Adeus de longe (acho que ainda estou dando aos poucos), seguindo em frente de cabeça erguida como Ele sempre me ensinou.
2019 nem começou direito e já tive mais uma perda bem dolorosa, meu Irmão Marconi (Irmão por parte de Pai) estava lutando contra um câncer em estado de metástase, descansou de todo seu sofrimento, e eu continuo aqui substituindo as ausências pelas lembranças, momentos inesquecíveis e muito amor.
Todos Eles já se foram, eu fiquei, mas como meu Pai sempre me disse siga em frente de cabeça erguida, vivendo um dia de cada vez. Nenhum deles, iriam querer que eu para-se de Viver, de Sorrir e muito menos de Lutar e acreditar no Amor. Sim já perdi muito (esses foram só os familiares, fora os amigos queridos que não citei aqui, mas que deixam saudades também), Mas acredito que o Amor que sinto por cada um deles, não perdi e nunca vou perder, sempre vou continuar substituindo essas ausências infinitas por todos os momentos inesquecíveis que tive com cada um deles, por cada palavra de amor, carinho, amizade e respeito que me disseram, e assim vou continuar minha jornada, minha caminhada. Levando o legado que cada um me ensinou.
Sei que ainda irei perder muitos mais, pois infelizmente essa é a lei da vida, nascer, crescer e morrer, mas sei que Deus vai me consolar e me ajudar a seguir tempo ao tempo.
Se vocês tiveram muitas perdas como eu, digo-lhe de coração, tente substituir sempre que possível. E siga sempre em frente!!
Beijos
Paula Ravenala

5.1.19

Cadeirante Dançante ou Bailarina Cadeirante?

Oi Pessoal.
Tudo Bem com vocês? Comigo as coisas estão melhorando, afinal temos que seguir em frente, apesar da dor e da saudade. A vida não espera as feridas fecharem, ela segue, então temos que seguir também. Não é fácil seguir em frente, mas é necessário, por isso que estou de volta nesse cantinho, todo especial.
Eu sempre quis dançar, mas pensava por estar na cadeira de rodas eu não podia, fui ficando com vergonha, evitando dançar, mas no fundo eu sonhava em poder dançar. Mesmo com todas as dificuldades, eu queria muito dançar. Quando fui para o Sarah, tive aula de dança lá, dança na cadeira de rodas, aquilo acendeu a chama que estava adormecida dentro de mim. 
Voltei pra Maceió, procurei em todos os lugares a dança para cadeirantes, coloquei até no meu Facebook, perguntando se alguém sabia, mas nada e os anos passando e eu queimando por dentro, com essa vontade de dançar livremente mesmo na cadeira. 
Faço fisioterapia na APAE ( Associação de Pais e Amigos Especiais) de Maceió, e lá fiquei sabendo que iria iniciar uma turma de dança, voltada para os pacientes na cadeira de rodas, eu sabia que era a resposta que eu estava procurando. 
Em Agosto começamos a ter as aulas. ver os outros pacientes (muitos deles com deficiência intelectual, sorrirem ao som e ritmo da música, interagindo da maneira deles) minha nossa eu ficava toda arrepiada. Os meses foram passando e fomos ensaiando para apresentação de natal. Quando chegou perto do dia, nossa professora Cleci Nascimento foi assaltada e não pode ir para o nosso ensaio, pensei porque eu não posso ajudar o grupo a ensaiar assim mesmo. E assim fi, juntei a turma, fomos pra sala que usamos pra ensaiar, coloquei a musica, e ensaiamos. 
No dia da apresentação aconteceu tanto imprevistos, quase não nos apresentávamos, mas no final deu tudo certo, foi lindo e emocionante. Provei pra mim mesma e para as outras pessoas que cadeirante pode e deve dançar. 
Agradeço a APAE - Maceió por proporcionar o espaço para ensaiarmos, a professora Cleci pelo seu tempo, por seu esforço e dedicação em nos ensinar e ao meu grupo de dança (não temos nome ainda, mas quem sabe da próxima vez que eu falar aqui, eu divulgo o nome) meu muito obrigada por me ajudar a realizar esse meu sonho.
Agora sou uma cadeirante dançante ou será uma bailarina cadeirante?
Beijos e até a próxima
Paula Ravenala

14.7.18

Quando perdi meu PAI!!

Oi Pessoal...
Vou contar sobre um momento muito difícil na minha vida, ainda é tudo muito recente, só tem 1 mês e alguns dias. Ainda estou assimilando tudo isso. Estou aprendendo a viver com esta dor e esse vazio que nada preenche. Vou contar os detalhes que antecederam o dia e no dia como foi.
Era uma segunda-feira, estava escutando músicas do Roberto Carlos (cresci ouvindo essas músicas com ele), ai me bateu saudades dele, pois ele morava em Brasília-DF, resolvi ligar pra ele, saber como ele estava, falar com ele. Liguei, ele me atendeu como sempre:
Pai: - Oi, Princesa.
 Eu: - Oi, Painho, bença ?
Pai: - Que Deus te abençoe e te livre de todo mal.
Eu: - E aí, como o Sr. está? 
Pai: - Estou com uma dorzinha no peito, mas estou bem.
Eu: - Painho, vá na UPA, não fique em casa, sozinho com dor não.
Pai: - Eu já tomei remédio, e já estou melhor.
Eu: - Pai, se continuar a dor, vá pra casa do Tio Arnaldo, mas não fique em casa com dor, deixe de teimosia.
Pai: - Pode deixar se preocupe não, e  aí tudo bem? Seus irmãos estão bem? Alguma Novidade (querendo saber se eu estava namorando, jeito dele de perguntar e se preocupar mesmo longe).
Eu: - Está tudo bem graças a Deus, estão todos bem e não tem nenhuma novidade não. Mas por favor se cuide, sabe que eu fico preocupada.
Pai: - Pode deixar se preocupe não, estou bem e vou sim se a dor piorar.
Eu: - Estava aqui ouvindo músicas do Roberto Carlos e bateu uma saudade do Sr. Painho Eu te Amo. Nunca esqueça ou duvide disso viu...
Pai: - Eu Te Amo também minha filha e nunca duvide disso também. Se cuide e diga a seus irmãos que se cuidem também. Que Deus te livre de todo mal, todo perigo, tudo que for ruim.
Eu: Amém, o Sr. também.
Desliguei.
Passou na terça- feira fui trabalhar normalmente, pensando que estava tudo bem. Na Quarta-feira dia 30 de Maio, fui trabalhar, mas estava com um aperto no peito, uma tristeza que não entendia o motivo, quando meu celular toca, era meu irmão mais velho Dado (Aginaldo para os outros, pra mim vai ser sempre Dado), perguntando se eu estava trabalhando e avisando que eu tinha que sair mais cedo e desligou. Eu sentir uma angustia na hora, fiquei ansiosa sem entender nada, avisei minha chefe que tinha que sair mais cedo, porque algo ruim aconteceu e era com a minha família. Liguei pro meu irmão de volta avisando e perguntei o que foi que aconteceu? Ele não posso falar pelo celular, pessoalmente eu falo, vou te buscar ai.
O coração batendo acelerado, um aperto no peito que não passava. Minha Cunhada Verônica veio me buscar e eu comecei a bombardear ela de perguntas. Foi, quando ela parou o carro no encostamento da rua, desceu do carro, sentou no banco de trás onde eu me encontrava, e 
falou: -Eu preciso que você se acalme
Eu: Estou calma, mas o que aconteceu?
Ela: Preciso que você seja forte.
Eu: Está bem, o que houve?
Ela: Seu Pai Morreu.
Eu: NÃOOOOOOOOOOO, MEU PAI NÃO. EU FALEI COM ELE NA SEGUNDA, ELE ESTAVA BEM, MEU PAI NÃOOOO!! 
Desabei a chorar e ela me abraçou, pedindo que eu fosse forte, que meu irmão iria precisar de mim, que minha mãe iria precisar de mim. E eu sem querer acreditar (e eu ainda não acredito totalmente, é como se ele ainda tivesse morando em Brasília e a qualquer momento fosse chegar de surpresa, mas isso não vai acontecer).
O Enterro foi em Brasília na quinta-feira, eu não pude e nem quis ir, preferir preservar a lembrança do meu pai em vida, alegre, seu último abraço, suas últimas palavras comigo que me amava muito e que eu nunca tivesse dúvida disso. 
Hoje escrevendo isso para vocês, a dor é grande, como se nunca fosse passar(talvez nunca passe mesmo) Mas tenho que aprender a conviver com ela. 
Meu Pai, Senhor Aguimar Bernardino Alves, não teve condições de estudar, não sabia ler e nem escrever, no máximo assinar seu nome, mas tinha uma sabedoria que muitos não terá nunca na vida. Mas nunca deixou faltar nada para mim, muitas vezes desentendíamos, por pensarmos de forma diferente um do outro, mas nunca faltou amor. Se hoje eu sou a mulher que sou e tenho o que tenho devo a ele e minha mãe. 
Sei que ele não poderá ler isso, mas tenho a minha consciência tranquila, porque eu falava e demonstrava que o AMAVA muito, e sempre vou amá-lo. Só sinto, por meus futuros filhos, que não terão o privilégio de tê-lo por perto, mas não vão deixar de conhece-lo. Pois, continuará VIVO em minha Memória e Coração. 
Descanse em PAZ Meu Eterno Herói, Meu Amado Pai. Te Amarei pra sempre e todo sempre.
(Pessoal eu antes escrevia no blog só coisas boas que aconteciam na minha vida, mas decidir que em um Diário, escrevemos de tudo, seja bom ou ruim, então por isso, não esconderei minhas dores e nem meus piores momentos. Aqui serei eu, como já deveria ter sido desde começo. Por isso quem não gostar peço que procure outro conteúdo, pois o que eu ofereço é sincero, é verdadeiro e é de coração. Nem Jesus agradou a todos, o que dirá eu).
Beijos
Paula Ravenala


28.4.18

Resgatando a Autoestima!!

Oi Pessoal!!
Tudo tranquilo com vocês? Comigo tudo ótimo graças a Deus, trabalhando bastante, mas saindo da mesma medida, para que as coisas fiquem equilibradas não é mesmo?(kkkkkkk). Eu estou tentando criar um novo jeito aqui no meu cantinho, estou querendo escrever de forma mais constante, melhor que de uma vez ou outra, isso tudo só para vocês não ficarem com tanta saudade das nossas conversas, (estou tentando, logo chego lá, tenham calma comigo).
Agora vamos ao que interessa (kkkkkk), vamos conversar um pouco sobre o tema que eu escolhi dessa vez: Resgatando a Autoestima, eu acredito que todo mundo em algum momento da vida, já ouviu essa frase: " Nossa, como você tem uma autoestima baixa, você tem mais que...." E aí começa as famosas 'as receitas de bolo' (receitas de bolo no sentido que já vem pronta), como se isso funciona-se para todo mundo da mesma maneira, #sóquenão. Ah! vou logo avisando, não vim trazer receitinhas, vou só contar como aconteceu comigo e como isso acabou influenciando outras pessoas, só isso.
Antes de começar a falar o que aconteceu comigo, preciso explicar o que o dicionário diz sobre autoestima e o que é autoestima para mim. Eu entendo que autoestima é quando eu me sinto bem comigo mesma, quando me olho no espelho digo: 'Poxa EU SOU UM MULHERÃO da P...', mesmo que as vezes eu não goste muito do que eu veja, mas vou tentar melhorar o que já é BOM!! Conseguem entender? Pois é!! É se aceitar, porque muitos pensam que autoestima é só exterior, eu discordo veemente, pois o exterior só reflete o que já existe dentro de cada um. O dicionário diz que autoestima é: "Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos." (Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, Online).
Bem, como todos aqui sabem(se não sabe, dá uma 👀 nos outros post's, que ficam sabendo rapidinho) que eu tive depressão, não nego isso para ninguém, (quem sabe em outro momento eu ainda fale mais sobre esse tema)e com isso eu não tinha ânimo e nenhuma vontade de me cuidar, de fazer coisas que me fazem bem, fui perdendo minha alegria e minha autoestima. As vezes eu nem tinha vontade de pentear o cabelo. Minha Psicóloga, teve uma ideia muito boa, pra me ajudar naquele momento a resgatar aos poucos minha autoestima, ela sugeriu que eu me senta-se na frente do espelho e passa-se um batom vermelho, e escrever-se o que eu estava vendo e como eu estava me sentindo usando um batom vermelho. (detalhe: eu NUNCA tinha usado um batom vermelho na vida!!), a principio eu fiquei  com receio, mas fui fazer a tarefa que ela estava sugerindo, usei fiquei meio assustada quando eu me olhei no espelho, mas depois  gostei tanto que hoje não deixo de usar maquiagem. 



Quando dei por mim, estava, me cuidando mais, mudando o visual do cabelo, caprichando nas roupas e principalmente na maquiagem. Isso tudo por que eu estou de bem comigo mesma.
Acabei influenciando até minha Gestora de RH, Julia Falcão, mulher linda, solteira, mas que não se sentia incentivada a se maquiar, comecei ensinando uns truques de maquiagem,coisas simples e conversando, ela disse me ensina a me maquiar, o resultado é esse aí: 

Então Pessoal, não esqueçam de se cuidar, de estarem de bem com vocês mesmos, de fazerem coisas que deixem vocês de bem com a vida, e isso irá refletir em tudo na vida de vocês. Semana passada fui no casamento da minha melhor amiga Maryanna Lins, e só perdi pra noiva na beleza!!
Se você está no fundo do poço, aproveite pra subir degrau por degrau sem pressa, mas quando subir meu amigo/amiga, suba em grande estilo, suba pra vencer e mostrar pro mundo, o seu valor!! Por isso, resgate sua autoestima se preciso for, quantas vezes for, mas seja sempre você!!
PS: Desculpa pelo texto ter ficado tão extenso, mas é que eu me empolguei com o tema!!
Beijos 💋
Paula Ravenala

14.4.18

Superando os Medos e os Limites!!

Oi Pessoal!!
Quanto tempo... Eu ando sendo um pouco malvada com vocês, não é mesmo? Demorando tanto tempo para voltar a escrever por aqui, me perdoem. É que não consigo escrever sem está em um momento de bem comigo mesma. Por isso só estou escrevendo agora, afinal nem todos os dias são flores, e nem sempre está tudo colorido, a vida tem seus espinhos e seus dias cinzas. Mas, estou aprendendo a retirar os espinhos e jogar baldes de tintas nos meus dias, vamos seguindo em frente, como dizem hoje, por ai: SEGUE O BAILE!!
Então vamos seguir o baile, contando um pouco sobre o tema que eu escolhi pra conversar com vocês dessa vez que é Superando os Medos e os Limites, como vocês sabem como eu sou, ( Quem ainda não me conhece direito, só dar uma olhada nos outros temas do blog e matar a curiosidade!!😉), sabem que eu não paro quieta, que estou sempre me reinventado e me superando. Pois bem, eu morro de medo de altura, sério!! MORRROOOO de MEDO!! Ou melhor, morria, porque eu me desafiei, enfrentei um pouco desse medo. Calma, muita calma nessa hora, eu vou contar como foi essa experiência, como foi esse desafio.
Por mais que eu tivesse medo de altura, eu sempre quis andar de Montanha Russa, meio contraditório eu sei, mas vai entender minhas maluquices (😅😅😅😅😅😅), de repente eu estava em casa de boa, quando meu irmão mais velho Dado (só eu posso chamar Ele assim tá, nome dele é Aginaldo), chegou com duas cortesias do Parque de Diversões Universalpark, eu pensei é agora ou nunca, eu tenho que ir, só que meu irmão mais novo não queria ir comigo, aí medo querendo falar mais alto, falou como você vai sozinha? Como vai entrar nos brinquedos?   Mas eu estava determinada ai de qualquer jeito. Ainda tentei convencer alguns amigos para ir comigo, mas não teve jeito, eu tinha que ir só mesmo.
Chegou no dia, me arrumei toda, toda linda e cheirosa, fingindo que não estava com medo, (morrendo por dentro), peguei o ônibus, enfrentei a falta de acessibilidade da minha cidade, cheguei no Park, o primeiro brinquedo que eu fui, foi naquele que vira de cabeça pra baixo, pensei se é pra enfrentar o medo que comece os jogos!! Pedi ajuda pra subir no brinquedo, coloquei o cinto de segurança, a trava, quando eu comecei a pensar no medo, já estava de cabeça pra baixo, gritando mais que tudo, fechei os olhos e fui embora, girei não sei quantas vezes, sentia minhas pernas pro ar, depois estava girando de novo e novamente. sobrevivi a esse brinquedo, quando já estava na cadeira de rodas de novo, corri para o outro brinquedo, o Musik Express. Ele gira ao ritmo da música e depois de ré, girando rápido novamente.

 O próximo brinquedo foi o Tornado, onde você sente a cadeira girar, enquanto o brinquedo está girando, isso  tudo ao mesmo tempo e muito rápido.

E foi quando eu deixei de enrolação e fui na Montanha Russa, minha gente, enquanto estava subindo, estava tudo certo, de repente chegou a hora da descida e eu resolvi abrir os olhos, eu juro que nunca tinha gritado, como eu gritei nessa hora, eu gritei com todas as minhas forças, e me segurei como se minha vida depende-se disso. Quando parou e eu decidir ir de novo, resumindo fui 2 vezes. Foi aí que percebi, que realmente eu podia enfrentar muitas coisas. Porque a Coragem estava dentro de mim.


Então, quem foi que disse que Cadeirante ou Pessoa com a Mobilidade Reduzida, não pode ir no Park de Diversões? Está muito Enganado, não só podemos ir, como deveríamos ir pelo menos uma vez, pois a sensação de liberdade quando você consegui se divertir, quando você sente a adrenalina correndo nas veias, você se sente VIVO, consequentemente LIVRE!!
Por isso, pessoal eu afirmo que Superei meu Medo de Altura (ao menos eu sinto que sou mais forte que ele)e principalmente eu Superei os meus Limites, provando pra mim mesma, que "POSSO TODAS AS COISAS, NAQUELE QUE ME FORTALECE" e Quando EU QUERO, EU POSSO!!Afinal minha CORAGEM ESTÁ DENTRO DE MIM; Onde está a sua?
Pensem nisso!!
Beijos💋 e até próxima (espero não demorar tanto)
Paula Ravenala

14.10.17

Meus 30 anos... Minha Melhor Fase!!

Olá Pessoal!!
Estou eu aqui novamente ou de novo (rsrsrs), vocês já estavam com saudades de mim? Eu estava de vocês, pense como gosto de conversar com vocês por aqui! Por isso, que vim, compartilhar com vocês sobre, como estou agradecida, por estes Meus 30 anos, contar tudo que passei, vivi e venci, e dizer que está sendo minha melhor fase. Então vamos deixar de conversinha, e partir pra ação : aperta o play aí!!
No dia 12 de Outubro de 2016, estava eu em Brasília, pra saber o resultado da cirurgia de hernia de disco na cervical que fiz (eu sei que vocês já sabem que deu tudo certo, mas vai que alguém está chegando agora por aqui? Por isso que estou relembrando, pouco de paciência aí, beleza?), estava me livrando do colar cervical, primeira foto que tirei assim, que tirei o colar:
Depois disso, pensei quando eu voltar pra Maceió, vou voltar a fazer tudo que não podia antes, me enganei, entrei em depressão, sim eu tive depressão, ninguém está insento de passar por isso, ou de ter depressão, fiquei um tempo sem querer sair de casa, não queria muita conversa, não sentia vontade de fazer nada, além de ler e ouvir música, de ficar quieta, sozinha e em casa. Ia pra psicologa apuso, sem um pingo de vontade. Mas foi graças primeiramente Deus, segundo ela, a minha família e amigos, que conseguir vencer a depressão. 
Aos poucos, fui me animando, minha família foi me ajudando, incentivando a sair, minha psicologa me empurrando a voltar a fazer as coisas que me dava prazer, que me dava ânimo. ( Vou abrir esse parêntese, para Agradecer a todos que me ajudaram a vencer essa fase, que não é fácil, é uma doença, tem que admitir que está com ela,  e tem que procurar ajuda e tratamento sim, por isso meu reconhecimento e gratidão a Vanessa, minha psicóloga, que puxava mesmo, minha orelha, me fazendo refletir e redescobrir quem eu sou. MUITO OBRIGADA!!) 
  Apesar da depressão, eu acreditava que coisas boas iriam acontecer na minha vida (mas jamais imaginava que seria isso tudo, aconteceu muito mais do que eu esperava ou imaginava).
Neste período de depressão, comecei a comer muito, muito mesmo viu.. A foto não nega, olha a barriga saliente aí, as roupas apertadas também é prova disso.
Mas no começo fiquei com vergonha, fiquei me achando gorda e tal, só que depois, eu parei pra pensar, poxa nunca minhas roupas ficaram tão bem em mim, antes calças jeans ficavam folgadas em mim, ficava faltando coxas para encher elas, hoje eu já tenho suficiente para elas ficarem lindas!! Hoje sinto maior prazer de dizer, que sim, estou gordinha, estou mais forte, mas estou com o melhor corpo, estou me sentindo mais gostosa, sim GOSTOSA! Estou amando meu corpo muito mais. Estou com corpo de MULHER.
E nessa mudança toda, resolvi mudar a cor do cabelo também, sempre dizia pra mim mesma, que não tinha coragem de pintar o cabelo de vermelho, (ohhh inocente que eu era!!). Resolvi tentar a cor vinho marsala, me apaixonei pela cor, combinou perfeitamente comigo, com essa minha nova fase.
Foi quando veio o trabalho, que me ajudou a sair de vez da depressão, são com essas pessoas, que estou amadurecendo, aprendendo tanta coisa, modificando cada dia mais.
( Cleverton, Sílvia, Nayara, Danielle)

(da esquerda para direita, Albery, Jô, Nayara, eu, Roberta, Sílvia, Danielle, Alisson, e não apareceram na foto, mas estão aí, Keyllor, Rosi e Thiago, Demetrius e Elaine).
Você deve está pensando, claro ela mudou só no exterior, no físico, não meus queridos, mudei muito mais no interior. Mudei meu modo de ver a vida e vivê-la também.  Aprendi a valorizar muito mais quem me ama, as coisas simples, e o principal, ME AMAR. Estou me amando muito mais!! Vivendo mais, pois cada minuto é importante, tenho dito que amo mais, tenho pedido mais desculpas e perdão. Tenho amadurecido muito mais.
Por isso que afirmo com todas as letras, que Meus 30 anos, está sendo minha melhor fase, sem sombra de dúvidas!!!

Sou eternamente GRATA a Deus, aos meus familiares, aos meus amigos, a vida e a tudo que me rode-a, pois já cheguei nos 31 anos e sei que tendo vocês ao meu lado, chegarei 32, 33, 34, 35, 36, .... e assim por diante!!  

Então quem ainda não chegou aos 30, tenha calma, vai chegar a melhor fase para vocês também.
Beijão meus queridos, até breve, pois as histórias nunca acabam e eu sempre vou aparecer por aqui!!
Paula Ravenala💓💋




A minha missão de vida, é lutar por Acessibilidade!!!

  Olá Pessoal!!! Como vocês estão? Espero que bem, eu estou entre meus altos e baixos, dias bem e dias doente. O bom que tudo é passageiro, ...