Mostrando postagens com marcador cadeira de rodas.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cadeira de rodas.. Mostrar todas as postagens

5.1.19

Cadeirante Dançante ou Bailarina Cadeirante?

Oi Pessoal.
Tudo Bem com vocês? Comigo as coisas estão melhorando, afinal temos que seguir em frente, apesar da dor e da saudade. A vida não espera as feridas fecharem, ela segue, então temos que seguir também. Não é fácil seguir em frente, mas é necessário, por isso que estou de volta nesse cantinho, todo especial.
Eu sempre quis dançar, mas pensava por estar na cadeira de rodas eu não podia, fui ficando com vergonha, evitando dançar, mas no fundo eu sonhava em poder dançar. Mesmo com todas as dificuldades, eu queria muito dançar. Quando fui para o Sarah, tive aula de dança lá, dança na cadeira de rodas, aquilo acendeu a chama que estava adormecida dentro de mim. 
Voltei pra Maceió, procurei em todos os lugares a dança para cadeirantes, coloquei até no meu Facebook, perguntando se alguém sabia, mas nada e os anos passando e eu queimando por dentro, com essa vontade de dançar livremente mesmo na cadeira. 
Faço fisioterapia na APAE ( Associação de Pais e Amigos Especiais) de Maceió, e lá fiquei sabendo que iria iniciar uma turma de dança, voltada para os pacientes na cadeira de rodas, eu sabia que era a resposta que eu estava procurando. 
Em Agosto começamos a ter as aulas. ver os outros pacientes (muitos deles com deficiência intelectual, sorrirem ao som e ritmo da música, interagindo da maneira deles) minha nossa eu ficava toda arrepiada. Os meses foram passando e fomos ensaiando para apresentação de natal. Quando chegou perto do dia, nossa professora Cleci Nascimento foi assaltada e não pode ir para o nosso ensaio, pensei porque eu não posso ajudar o grupo a ensaiar assim mesmo. E assim fi, juntei a turma, fomos pra sala que usamos pra ensaiar, coloquei a musica, e ensaiamos. 
No dia da apresentação aconteceu tanto imprevistos, quase não nos apresentávamos, mas no final deu tudo certo, foi lindo e emocionante. Provei pra mim mesma e para as outras pessoas que cadeirante pode e deve dançar. 
Agradeço a APAE - Maceió por proporcionar o espaço para ensaiarmos, a professora Cleci pelo seu tempo, por seu esforço e dedicação em nos ensinar e ao meu grupo de dança (não temos nome ainda, mas quem sabe da próxima vez que eu falar aqui, eu divulgo o nome) meu muito obrigada por me ajudar a realizar esse meu sonho.
Agora sou uma cadeirante dançante ou será uma bailarina cadeirante?
Beijos e até a próxima
Paula Ravenala

16.4.16

Conhecendo mais sobre você: Victor Moreira.

Olá Pessoal.
E como estão vocês? Eu estou bem graças a Deus, muito feliz com todos os comentários de vocês no blog, muito obrigada mesmo, e espero que vocês continuem participando dando suas opiniões sobre o blog, pois assim vamos interagindo, e dando continuidade nos bate papos com meus amigos, hoje foi a vez do menino do sorriso solto e cativante, o Victor, ele eu conheci no Sarah, estava na ala b, e como sempre gentil, respondeu minhas perguntas pelo whatsapp, tenho certeza que vocês vão se encantar com ele, ele é um gatinho. Então vamos começar a conhecer melhor sobre ele.

Seu nome: Victor Moreira

Idade: 20 anos.

Está solteiro: Solteiro.

Onde mora: Guarujá -SP

O que aconteceu com você, que ficou na cadeira de rodas?

A minha Lesão foi através de uma bala perdida quando eu tinha 9 anos e brincava na porta de casa, a minha lesão é paraplegia à 11 anos atrás. 

Como é seu dia à dia?

O meu dia á dia é trabalhar com esporte, eu faço handebol, arremesso de peso e atletismo, depois eu vou para à academia e faço faculdade de administração.

Como você se vê hoje?

Me vejo como uma pessoa normal. 

Qual mensagem que você quer deixar para as pessoas?

A mensagem que gostaria de passar é que não é qualquer lesão ou qualquer tipo de deficiência que faz sua vida parar, basta você seguir em frente, que você consegue ultrapassar os obstáculos e consegue ter uma vida normal.
Esse Victor é demais, outro dia ele me mandou um vídeo dele andando com a cadeira no meio de uma chuva a rua estava simplesmente inundada, e ele no meio da chuva vindo da academia tocando a cadeira no meio da água. Depois eu vejo um vídeo dele fazendo barra com a cadeira de rodas presa ao corpo, e o melhor é com esse sorriso no rosto, o tempo todo. Lembro-me bem quando a gente se conheceu lá no Sarah, ele iria fazer uma cirurgia de pedras na bexiga, e ele me contava isso sorrindo, dizendo que não sabe como no aeroporto ele não pagou excesso de bagagem e não foi preso com tanta pedra que tinha na bexiga, kkkkkkkkkk, todo dia eu ia na ala b, dá assistência a ele, conversava horas, mas era rindo direto, todas as enfermeiras ficava admirada com o jeito dele, nem depois que voltou da cirurgia ele ficava quieto ou reclamava...

 No dia que eu estava triste, ele chegou e falou: "Paulinha, ficar triste pra que? Isso não vai resolver, vai escutar uma música ou assistir uma série que tu gosta que no instante essa tristeza passa, isso não combina com você." Realmente Victor sorrir sempre é a melhor opção. Muito Obrigada Victor, por essa simpatia em pessoa, por conversar comigo sobre sua história e me permitir contar um pouco sobre você, e poder compartilhar aqui no meu blog. 
Enfim pessoal o que eu gostaria de deixar pra vocês é que não importa o que esteja acontecendo na sua vida, sorria, siga em frente e ultrapasse todos os obstáculos e tenha uma vida normal. Por quê me diga ficar triste ou reclamar vai resolver? Ficar parado, lamentando-se será um desperdício de tempo, que você poderia está vivendo, aprendendo e quem sabe sendo feliz, pois tristeza nenhuma é pra sempre, porque sorrir sempre é a melhor opção
Beijos
Paula Ravenala 




8.4.16

Quando as Aparências enganam....Mas o coração não!!

Olá Pessoal!!
Tudo tranquilo com vocês? Comigo tudo se encaminhando, graças a Deus. Primeiro quero agradecer a vocês que curtiram, que compartilharam, que comentaram, que deu novas ideias para o blog, que tirou um tempo para ler meus textos, meu muitíssimo obrigada, sem vocês esse blog não teria sentido. Mas hoje vou compartilhar com vocês uma história que fala sobre aparência, que na maioria das vezes nos engana, mas que o coração não.
É um relato de uma história verídica, que aconteceu com um grande amigo meu Altanir, lá de Paracatu, (prometo que farei uma entrevista com ele depois), mas por enquanto vamos nos concentrar na história que me contou pelo whatsapp, e na hora eu pensei meu Deus eu tenho que escrever sobre isso e fazer uma reflexão em cima, porque foi emocionante a história realmente, então vamos começar ao relato.
"Fui almoçar em um restaurante tradicional aqui na cidade... Desci do carro e meu menino foi guardar o carro no estacionamento. Fiquei esperando na calçada em frente ao restaurante, na minha cadeira de rodas. Nisso passou duas distintas senhoritas e pegou minha mão e colocou 2,73 centavos na minha mão. Elas entraram no restaurante onde eu ia almoçar. Meu menino chegou entramos. Sentamos numa mesa próximo a mesa delas... Fomos almoçar e pedimos dois chopps. Nisso escutamos elas reclamando, falou uma para outra, olha para você ver: Pede dinheiro, para comer melhor do que nós. Pensa como fiquei. Fomos pagar a conta e pedi ao garçom discretamente para ver o valor da conta delas, ele foi lá e veio com os valores da mesa delas. Pedi para o caixa falar para elas que foi o pedinte que pagou a conta delas. Nisso saímos do restaurante e meu menino foi buscar o carro. De novo fiquei esperando na calçada, meu filho chegou com o carro. Quando estávamos entrando no carro, elas chegaram querendo devolver o valor da conta delas... Elas me pediram desculpas e eu falei paras elas que eu apenas retribui a doação que elas fizeram. Ainda não tinha me sentido tão ruim... até aquele momento."
Eu fiquei tão emocionada com essa história, (como estou agora novamente), o seu Altanir é um Agrônomo e Engenheiro da Segurança do Trabalho, recebe seu salário, graças a Deus nunca precisou pedir dinheiro nas portas dos restaurantes, mas pelo simples fato de está em uma cadeira de rodas, parado na calçada em frente ao restaurante, já foi confundido com um pedinte.  Ele poderia ter reagido de outra maneira, esbravejado, discutido, perdido sua razão e educação, mas esse ser humano do coração gigante, preferiu pagar com o bem, com gentileza e cordialidade, eu até falei pra ele que não tenho uma maturidade dessa, que não teria essa reação, ele me disse: "Paulinha, a vida é um aprendizado constante, temos que estar preparados para várias situações... O pior que nem sempre são as esperadas... pois a vida nos ensina das maneiras mais inusitadas. Agora não estou mais com raiva delas...."  Realmente seu Altanir, a vida nos ensina todos os dias, das maneiras mais inusitadas possíveis, creio que aquelas mulheres foram quem mais aprenderam que as aparências enganam, mas o coração não!! Muito obrigada seu Altanir por sempre me surpreender e sempre ter um ensinamento para mim!! Levarei isso para vida inteira!!
Agora meus queridos, reflitam sobre como somos enganados pelas aparências, mas se olharmos com mais cuidado, vamos perceber que o coração não, que um coração generoso, gentil, cortês, educado, cheio de amor e bondade, nunca engana!!
Beijos 
Paula Ravenala


A minha missão de vida, é lutar por Acessibilidade!!!

  Olá Pessoal!!! Como vocês estão? Espero que bem, eu estou entre meus altos e baixos, dias bem e dias doente. O bom que tudo é passageiro, ...